domingo, 19 de dezembro de 2010

Gastar dinheiro para afastar o FMI.


Diariamente, somos martirizados com a sensação de estarmos enfiados num território inóspito para a proliferação de substancia monetária.

Como é óbvio, refiro-me à malfadada crise que se encontra em todo lado, de todas as formas, com todos os feitios e só não com todas as cores, para não ferir susceptibilidades... digamos mais "coloridas".

Ouvimos toda a gente a dizer: " Já lá vai o tempo das vacas gordas, agora é preciso poupar."

Que barabaridade!!

É falso, o que mais há por aí são vacas... e gordas! Talvez por não comerem Big Mac, como eu sugeri anteriormente. Mas adiante... Diz que temos que poupar. Poupar?! Mas para que raio temos nós que poupar? Estamos em crise e temos que poupar??

Poupar é tudo o que não devemos fazer! E passo a explicar: Se o país não tem dinheiro, fazendo uma dedução Lili Caneceana, chagamos à conclusão que, o país precisa de dinheiro.

Se o país precisa de dinheiro, não o podemos guardar! Ele não pode ficar quietinho debaixo do colchão, tem que se movimentar e colocar a economia em movimento. Quanto mais poupamos, menos dinheiro há em movimento, se não há movimento na economia, mais empresas vão falir, mais pessoas ficam sem emprego, menos riqueza é produzida e menos dinheiro pode circular no país! Ou seja: Welcome FMI!

Meus caros, e reparem que ao utilizar o adjectivo "caros", já pressuponho que devam render mais dinheiro do que baratos, está na hora de mudar este país!
Está na hora de ultrapassar este obstáculo e seguir em frente!
Está na hora de sermos fortes unidos e rabugentos pela manhã!
Está na hora de deitarmos mãos à obra e mudar as nossas vidas!
Está na hora de deixar de poupar e fazer o dinheiro circular!
Está na hora de ir dormir... que já estou cheio de sono!
Enfim...Tamos lindos!

domingo, 15 de março de 2009

Comer Big Mac Previne Obesidade Infantil.


Como é tarde e tenho que ir fazer o óó, não me vou alargar muito e deixo-vos a seguinte problemática.

Há dados estatísticos que indicam que a obesidade infantil tem crescido muito nos últimos anos. Todos concordamos e até o podemos verificar, pois hoje em dia as companhias de seguros gastam mais dinheiro para reparar o dano que a criança obesa causa no automóvel durante um atropelamento, do que para tratar o atropelado.

Mas porque é que as crianças engordam tanto?

Vejamos, os putos ficam badochas porque vão muitas vezes ao Mac. E dizem vocês… "totó, isso até o meu cão sabe e já morreu à 1563 dias!" Cão inteligente, digo eu! Mas adiante, se eles engordam muito é porque comem no Mac. E qual é o menu de eleição? Não. Ervilhas salteadas com presunto e bacon, não são deste restaurante… Ah claro, o Happy Meal! Pois é os putos vão lá por causa do hambúrguer que tem um boneco. Nesta altura percebemos que também os pais os acompanham e comem hamburgers. Mas os pais comem Happy Meal? Não! Só os pequenos terríveis o fazem. Tendo em conta que os pais comem BigMacs e os filhos Happy Meals, resultando apenas o ensebamento dos segundos, constatamos que o Happy Meal engorda muito mais que o Big Mac.
Assim, deixamos esta questão no ar:


 

Será que a substituição do Happy Meal por um BigMac na dieta de uma criança não seria o melhor modo de diminuir a taxa de obesidade infantil?

A nós parece-nos que sim. Além disso também faziam mais exercício! Pois o Big Mac è mais pesado que o Happy Meal, e contribuiria para a melhoria da condição física dos membros superiores do indivíduo deglutidor.

Enfim… Tamos Lindos!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Os preços nas esplanadas!


Andava eu perdido no meio da capital da Zona Norte, ou cidade invicta, ou mesmo cidade do Porto, quando num momento de desespero gástrico, procurei um local de consumo calórico, no qual poderia despender uma certa quantia monetária para saciar a malfadada sensação de angústia estomacal!

Após uns momentos de busca, deparei-me com um estabelecimento que ostentava nos seus amarelecidos toldos a palavra pastelaria. Entrei, dirigi-me ao funcionário que se encontrava no lado posterior do balcão, e pedi com uma calma aparente, uma torrada e um néctar de pêra. Aguardei com alguma impaciência interior, que o meu pedido fosse atendido e assim terminasse a minha ânsia. O pedido chegou… No entanto, Eis que surge uma questão demoníaca!

Num cartaz encostado à caixa absorvedora de euros, estava escrito: "O consumo na esplanada está sujeito a um preçário diferente." Logo percebi, que na esplanada tudo era mais caro… Mas porquê? Porque é que no verão as esplanadas aparecem? Porque é que nesta altura há saldos em todo lado menos nas esplanadas? E porque é que o rato Mickey só tem quatro dedos? Estive a meditar sobre o assunto e deixei-me dormir! Depois de acordar, estive a reflectir e pensei no assunto… então percebi que o aumento de preços é um embuste! Ora reparem… se estivermos dentro de um café no verão é por uma de duas razões: ou está fresquinho dentro do café ou o ar condicionado está ligado! Se for este o caso, os preços na esplanada deveriam ser mais baixos, uma vez que todos sabemos o quão desagradável é, estar na esplanada a apanhar calor. Outra situação que me ocorreu, está relacionada com as taxas que os estabelecimentos pagam às Câmaras Municipais por utilizarem a via pública. Mas também esta condição me pareceu ser propícia para baixar os preços e não subi-los, isto, porque as pessoas sentam-se nas esplanadas para poderem ver "gaijas boas". Perdão! Ver a Natureza… o que significa, que estão mais tempo a consumir produtos e a fazer com que mais "gaijas boas" saiam à rua… ups… pessoas! Assim é que é… ai esta cabeça! Se há mais pessoas e mais consumo, a economia é beneficiada, logo, também as Câmaras Municipais ganham com isso. Por fim, a ultima situação que me ocorreu, mas que também não justifica o aumento do preço nas esplanadas. Todos sabemos que os empregados de balcão destes estabelecimentos portadores de esplanadas, aumentam o seu ritmo de movimento, o que lhes dá uma melhor condição física, resistência, evita problemas cardíacos, regula os níveis de colesterol e melhora as performances sexuais. Também aqui, só vejo benefícios quer para o trabalhador em questão, quer para o estabelecimento que ganha um empregado mais feliz e consequentemente mais eficiente. Como podem ver não há razão para que continuemos a pagar mais nas esplanadas! E mais! Se eu estava dentro da pastelaria com calor, sem ar condicionado, comi uma torrada repleta de colesterol e estava em pé junto ao balcão, porque é que eu não tive direito a desconto? Ai ai… Tamos Lindos…

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Porque é que os suíços são certinhos, trabalhadores e organizados?




Muito recentemente, podemos observar que mesmo durante a realização do Euro2008 na Suiça, os habitantes desse Alpino país (gosto da palavra alpino! Faz-me lembrar uma marca de manteiga do meu tempo de criança! Alpina, julgo eu!), mantiveram a sua já conhecida e reconhecida calma e paciência. É verdade, mesmo com tantos turistas entusiasmados, enxubregados e embrenhados na loucura, os suíços estiveram muito sossegadinhos. É de lembrar, até porque já lá vão 1460 dias, que os tugas aquando do Euro em Portugal, utilizaram o evento como multifacetada desculpa para não trabalhar, não sair de casa com as mulheres e saírem com as amantes, e em alguns casos, não que eu conheça, mas por ouvir falar, para festejarem vestidos de Noddy! Em suma, a desculpa ideal para não fazerem a ponta d’um corno. Mas os suíços não! Eles não pactuam com esse tipo de euforias. Serão eles seres de outra galáxia? Serão o fruto de um amor proibido entre uma bela e estonteante helvética e o seu herói Guilherme Tell? Não creio! No entanto, tendo em conta a questão original, “Porque é que os suíços são certinhos, trabalhadores e organizados?”, podemos abordá-la por duas perspectivas diferentes: 1 - Porque são certinhos os suíços? 2 - Porque são trabalhadores e organizados? A resposta para “ambas as duas” (como é comum ouvir em terras de Camões), vai de encontro à mesma força da Natureza, o tão famoso, caro e fedorento queijo suíço! Passo agora a explicar a razão. Quando imaginamos um queijo suíço, qual é a primeira coisa que nos vem á cabeça? Não. O cheiro das vossas peúgas Chanel nº5 que consegue dizimar uma família completa de melgas e cerca de quatro traças do árctico norte, embora tenha odor semelhante ao destes espécimes lácticos, não conta. Vá, pensem lá outra vez… Isso, isso… Ora lá está! Agora sim. De certeza que se lembraram dos grandes buracos que existem no queijo suíço, em nada semelhantes aos buracos orçamentais desse país, mas em tudo equiparados aos do nosso… Minto! Minto! Os nossos são bem maiores que os do queijo, mas voltando ao tema inicial, então porque são tão certinhos os suíços? Como o queijo suíço tem muito ar, estes indivíduos, comem mais ar do que leitinho coalhado. As carências nutricionais, que daí advêm, obriga-os a serem comedidos e certinhos. Explicado o “certinho”, passemos agora para o “trabalhadores e organizados”. Ora é do conhecimento geral, que o queijo tem efeitos negativos na memória, então, se não comermos queijo, (que é o caso deles, pois a numa fatia de queijo, aproximadamente 87,332123% do que ingerem é ar), conseguimos ser mais organizados e assim rentabilizamos o trabalho. Quanto à questão de eles serem mais trabalhadores, é uma falsa questão. O que sucede, é que ao comerem mais ar que queijo e ao faltar a força para a ramboia, resultante das deficiências nutricionais, a selecção natural Darwinista, encarregou-se de escolher os que conseguiam rentabilizar o trabalho e que não perdiam energias com assuntos paralelos, como por exemplo: lerem e-mails desnecessários, instruírem-se em blogs como este, inventarem desculpas para se baldarem ao trabalho ou ver pornografia barata e sem qualidade (como a que ainda ontem recebi… Faço desde já um apelo aos meus fornecedores habituais, para que enviem xixa de qualidade!).
“Et Voilà!” Assim fica desmistificado este assunto, no entanto, ao falarmos de leite e do seu malcheiroso fruto coalhado, não compreendo a razão pela qual eles têm direito à vaca roxa Milka nos Alpes e nós simplesmente somos agraciados com o Pauleta nos Açores, ou em bom micaelense, “u páulête duz assôrs”. Tenho dito!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Porque existe o futebol?



Durante a minha meditação, numa planície verdejante, onde os passarinhos chilreavam, as vacas pastavam na tenra erva fresca, os gafanhotos saltitavam livremente e o sol raiava aquecendo aquela bela tarde de primavera no deserto do Sahara, aconteceu o inesperado! De repente baqueou sobre mim, uma dúvida existencial que me perturbou de tal forma, ao ponto de necessitar efectuar um longa e profunda investigação, acerca de uma certa e determinada problemática. Qual?! Pois, tem toda a lógica, eu escrever aqui, agora e neste momento, a tal problemática que tanto me intrigou. Mas não digo! Toma, toma… Não digo… Pronto, eu vou dizer. A grande questão foi: Porque raio existe o futebol?

Se procurarmos informação sobre onde surgiu este desporto colectivo, ficamos com algumas dúvidas, pois alguns, dizem que o futebol surgiu na Inglaterra, (o que é verdade se o considerarmos na forma como hoje se joga), mas outros dividem opiniões quanto aos seus primórdios, fracturando ideologias entre as civilizações da América do Sul e o Império Chinês. Mas, independentemente de onde surgiu, o que realmente nos interessa, é saber porque é que surgiu.

Analisemos então, os resultados de uma longa e vastíssima investigação, na ânsia de uma sapiência superior (aproximadamente três minutos…). O futebol movimenta cerca de cinco pessoas e meia aos estádios. Essas pessoas normalmente vão acompanhadas com amigos. Quando se dá a conclusão do encontro, há três tipos de espectadores/adeptos: O vencedor, que eufórico, vai a correr para a primeira roulotte a festejar a vitória com uma grade de cerveja; o derrotado, que corre para um bar bem longe do estádio, a fim de esquecer o sucedido, enxubregando-se bestialmente com uns bons litros de cerveja; e o indeciso, que após o empate, não sabe se há-de ficar contente por não perder, ou amargurado porque não ganhou, procurando um conforto ideológico nas bolhinhas intermináveis de umas quantas garrafinhas de cerveja.

Assim, podemos concluir, que seja qual for o tipo de adepto ou clube envolvido, este, procura no término do encontro, uma quantidade de cerveja que o reconforte… Nesta altura, o estimado, mas ainda pouco informado leitor, julga que tudo isto indica que o futebol existe para estimular o consumo de cerveja. Até certo ponto, até tem razão, mas os inteligentes e maquiavélicos conspiradores deste esquema, pensaram em tudo! E para se protegerem, criaram algumas barreiras psicológicas, como foi o caso da cerveja. Mas adiante. Após ultrapassarmos a cerveja, surge o mais óbvio: "a cerveja tem na sua constituição álcool, (excepto aquela que parece champomy para meninos que, de resto, o verdadeiro adepto da bola abomina, ignorando que esta é a menos calórica de todas), então, quanto maior for a alcoolemia de um condutor, maior probabilidade há de ocorrerem acidentes!" E quem é que lucra com isto? Os mecânicos e rebocadores, (que normalmente laboram numa estreita simbiose, qual o líquen e a árvore), que tem que cobrar belas quantias pelo arranjo e transporte das viaturas envolvidas nos sinistros. Mas ainda não são estes os inventivos desta cadeia de oportunidade e interesse. Não. Esta é apenas mais uma das barreiras ludibriantes e despistantes supracitadas. É verdade, ainda há mais! Quando há acidentes, que envolvem álcool, temos dois cenários possíveis: ou bem que a chouriça que estava a ser assada, com álcool no porquinho, ficou mal assada (o que implica a desilusão no momento da degustação do belo pitéu), ou então, num acidente de viação onde esteja implícito álcool, há sempre feridos. Deste modo, serão os Hospitais, os principais beneficiados com os acidentes? Claro que não! Esses estão fartos de trabalho e a rebentar pelas costuras. Essa é mais uma e a última barreira que protegia essa gentinha malévola. A solução para esta questão é bem mais simples (mas muito bem disfarçada). Reparem: o que é que os feridos têm sempre? Feridas. Bingo! Álcool e feridas! Assim, estamos em condições de afirmar com veemência que, o futebol existe para engordar e enriquecer os produtores de pensos rápidos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Incongruências da cosmética



Então cá vai disto! Desta vez, na oposição da já habitual resolução de uma problemática de carácter intrínseco ao nosso quotidiano, que o leitor tanto anseia, vou optar por proferir indagações que causarão expectativa, transformando o leitor no descodificador e interpretador da seguinte questão: Porque raio, existem tantos tipos de creme de beleza nos catálogos e revistas da especialidade? Ora segundo a OMS, um indivíduo só é um bom profissional, se além de apaixonado pela sua actividade e a colocar em primeiro lugar, for ainda conhecedor de pelo menos duas revistas mensais da sua especialidade. Em primeiro lugar, gostava de saber, quem foi que plantou essa ideia nas cabeças das pessoas? Em segundo lugar, porque é que nós somos obrigados a considerara essa ideia inteligente? Em terceiro lugar, o que é que a OMS (Organização Mundial de Saúde – e sublinho Saúde) tem a ver com o bom desempenho profissional de cada um de nós? E em quarto, porque é que as uvas brancas são mais caras do que as outras? Mas avancemos e não tiremos conclusões precipitadas sobre estas perguntas, uma vez que qualquer uma delas, poderia ser tema para um aceso debate na Assembleia da República, e teria potencial para desencadear aplausos e ovações por parte de cada um dos partidos que a constituem.

Como não tenho qualquer interesse profissional na área da cosmética, decidi folhear o catálogo de uma das mais conhecidas marcas deste ramo, a *ves Roche* (decidi colocar os asteriscos, pois não me foi ofertada qualquer gratificação monetária pela publicidade), e dei de caras com um certame de cremes com os mais variados aromas, preços e objectivos. Até aqui, tudo bem, pois é normal que existam materiais e matérias que são indicadas para uma coisa e outras mais indicadas para outra. No entanto, senti-me cilindrado e de certa forma estupidificado e caluniado, quando de repente, ao virar da página, surge no auge do seu esplendor, com o seu brilho natural, com a sua imponência e magestosidade, aquele que penso poder chamar: o "Deus dos Cremes"! Sim, o Deus dos cremes! Porquê? Porque dele se dizia, ter acção de beleza global! Então fiquei pasmado a olhar para aquela imagem. E não era para menos. Ali na minha presença, estava o creme que poderia substituir todos os outros! Uma dádiva divina e divinal! «Alto aí!» - disse eu. Será que sou burro, estúpido, imbecil, otário e ignorante, ou em vez de gastar cerca de 55€ em quatro cremes, posso gastar apenas 16€ no espantástico Deus dos Cremes? Não só fiquei estupefacto com esta descoberta, como também tinha terminado mais um episódio da Rua Sésamo, o que me deixou algo tristonho, pois não consegui ver o fim…

Caros leitores, é revoltante verificar como somos enganados e manipulados para gastar os nossos preciosos cêntimos, que tanto nos custam amealhar, e ao mesmo tempo, as tomamos consciência do desleixo e despreocupação ambiental das empresas do sector. Não contentes por gastarem quantidades megalómanas de plantas extraídas das nossas frágeis florestas, ainda gastam desnecessariamente árvores na produção de papel, para editarem catálogos dezenas de páginas, que poderiam ser constituídos por apenas três, uma para perfumes, outra para maquilhagem e finalmente outra para o Deus dos Cremes. Se isto continua, qualquer dia, não temos matéria-prima para alimentar o Monstro das Bolachas… E assim concluo, de uma forma adocicada, esta pequena meditação sobre algo que a todos diz respeito e sobre a qual muito mais se deveria reflectir. Tenho dito.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Toda a verdade sobre aumento do preço do café!




Um ultraje!

Ouvi recentemente, que o preço do café vai subir 30% e que possivelmente, teremos que gratificar monetariamente o estabelecimento com 1€ para consumirmos a bela bica que dele advém.

Amigos, inimigos, público em geral e o leitor em particular, isto é inaceitável! Aqui fica o meu alerta e também a minha nota de repúdio para esta efeméride!

Uma vez mais, estamos perante uma gritante acção de marketing, no sentido de ludibriar o cidadão comum e os outros quiçá indefinidos e mais transversais, ocultando os verdadeiros motivos para esta ocorrência. Dizem uns certos senhores entendidos no assunto (julgamos nós), que este aumento se deve á escassez do produto e ao aumento do custo de produção. Devem pensar que eu sou parvo! Por acaso até sou um pedacinho, mas tirando isso, tudo bem… No entanto voltando à vaca fria… Deve ser da proximidade do Dia das Mentias e de algum efeito relacionado com a osmose que se expandiu até hoje! Ora no Brasil há dificuldade em escoar a abundância de café produzido, e de resto, alguém ouviu falar em novos investimentos na indústria do café (que deve ter um nome que agora não me vem à cabeça…)? Não?! Pois claro que não! O café já tem o mesmo método de produção à séculos… mas mesmo assim, ainda podem dizer: "Ah pois, mas agora está tudo mais caro e os custos aumentaram!" Aumentaram? Se não me engano, o café (arbusto da família
Rubiaceae e do gênero Coffea), é uma planta! Todos sabemos que as plantas precisam de ar, água e luz para se desenvolverem. Tendo em conta que a luz é solar, a água é proveniente da chuva e o ar só está mais poluído que antigamente1, não há razão para o aumento dos custos de produção. Bem pelo contrário, pois este ano choveu mais vezes que no ano anterior e também houve uma diminuição dos dias com nebulosidade, o que indica mais água e mais luz. Isto leva-nos a desconfiar dos comerciantes que querem é ganhar mais uns trocados!

Como já é habitual, há sempre provas para as minhas afirmações. Observem: o café vai aumentar 30% e poderemos vir a pagá-lo a 1€. Cá está! Se antes um café valia 0,50€, e agora passar a custar 1€, o aumento vai ser de 100% e não de 30%! Logo, como já percebemos que os custos de produção são os mesmos, os comerciantes vão ter um lucro de 70%. É uma prova irrefutável! Mas serão estes os verdadeiros motivos deste aumento? Claro que não. O Motivo é reduzir o défice orçamental do nosso país. Vejamos como: Tendo em conta que no país são consumidos cerca de 4 000 000 de cafés diariamente, se o valor passar para 1€, dá um total de 4 000 000€ por dia, que serão 120 000 000€ mensais e 1440 000 000€ por ano. Assim, quando os estabelecimentos comerciais tiverem que apresentar as suas despesas, vai aumentar o valor dos seus rendimentos e consequentemente aumentarão as receitas fiscais ao nível do IRC! Depois este valor será uma mais valia na redução do défice orçamental.

Caros leitores, aqui está um caso onde o verdadeiro culpado não é o mau da fita, mas sim, os senhores que jogam solitário, lêem os jornais e que ouvimos esporadicamente defender o chefe da tribo dizendo " Muito bem! Muito bem!". (vocês sabem quem eles são…)


 

1 Isso sim poderia influenciar a subida, pois além dos poucos nutrientes que o café possui, ainda são incluídos alguns em forma de bónus.